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Atacante vira referência na Seleção Sub-20 e sonha com título sul-americano

Sair de Santo Antônio, no interior do Rio Grande do Norte, ainda na adolescência, foi a decisão que mudou a vida de Gisele. Em uma cidade pequena, com pouca visibilidade e estrutura para o futebol feminino, ela precisou amadurecer cedo para seguir um sonho que parecia distante. Hoje, a atacante é camisa 7 da Seleção Brasileira de Futebol Feminino Sub-20 e disputa o Sul-Americano da categoria no Paraguai, carregando na bagagem a força de quem nunca desistiu.

Filha de uma família simples, Gisele cresceu dividindo o tempo entre os estudos e a bola. O primeiro contato mais estruturado com o futebol veio em um projeto social comandado pelo treinador Wenderson Dantas, figura que se tornaria essencial em sua trajetória. Foi ali que ela saiu do futsal para o campo, enfrentando uma rotina intensa: saía de casa pela manhã e voltava apenas à noite, determinada a evoluir.

Aos 14 anos, tomou uma das decisões mais difíceis da vida. Deixou a casa da mãe e dos cinco irmãos para morar com o treinador, que também atuava no conselho tutelar e acolhia jovens da região. A escolha exigiu coragem, mas foi fundamental para que continuasse treinando e sonhando mais alto. Com o tempo, o laço se transformou em relação de pai e filha, não de sangue, mas de apoio, cuidado e confiança.

O salto para o futebol de alto rendimento aconteceu quase por acaso. Inicialmente, faria uma avaliação no Fluminense, mas a oportunidade demorou a se confirmar. Nesse intervalo, surgiu um teste no Grêmio. Aprovada, atravessou o país aos 15 anos para Porto Alegre. Longe de casa, enfrentou saudade, adaptação e a pressão natural de quem chega jovem a um clube grande, mas respondeu dentro de campo.

Com 16 anos, destacou-se na equipe Sub-17, subiu para o Sub-20 e rapidamente ganhou espaço no elenco profissional. A convivência com atletas mais experientes acelerou seu processo de crescimento. O talento e a maturidade chamaram a atenção da comissão técnica da base da Seleção.

A primeira convocação para a Seleção Sub-20 foi a confirmação de que todo esforço tinha valido a pena. A emoção aumentou quando veio o chamado para disputar a Copa do Mundo FIFA Sub-20 Feminina. Vestir a camisa do Brasil em uma competição mundial era um sonho que antes parecia distante demais para a menina que treinava em um projeto social no interior potiguar.

Agora, no atual ciclo da Seleção, Gisele não é mais apenas promessa. É uma das mais experientes do grupo e assume a responsabilidade de orientar as mais novas, dentro e fora de campo. No Sul-Americano, ela mantém os pés no chão, mas não esconde a ambição: quer ajudar o Brasil a conquistar o título.

Entre a saudade da família, a fé que carrega como combustível e a certeza de que representa muitas meninas nordestinas que sonham em jogar futebol, Gisele segue escrevendo sua história. Uma trajetória que começou em campos simples do interior e hoje ganha novos capítulos com a camisa do Brasil no peito, símbolo de que talento, coragem e persistência podem atravessar qualquer distância.

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