Antes de o mundo conhecer a camisa laranja, antes de Carlos Barbosa ser sinônimo de futsal, havia apenas uma cidade movida pela paixão e um grupo de visionários dispostos a transformar sonho em realidade.
Em 1995, o então presidente Clovis Tramontina e os vices Dorício Maggioni, Marcos Grespan e José Ceccato decidiram algo que mudaria a história do clube: a ACBF, a partir de então, passaria a contar com atletas profissionais e buscaria o primeiro título estadual.
Ninguém imaginaria que aquela atitude daria inicio a uma transformação na ACBF e no futsal brasileiro. O clube se tornou uma referência.
Em 19 de outubro de 1996, a equipe conquistou seu primeiro título da Série Ouro do Estadual. Na decisão, empate em 3 a 3 no tempo normal e em 0 a 0 na prorrogação, contra o Inter/Ulbra, de Manoel Tobias, em duelo disputado em Carlos Barbosa. Esse título marcou uma nova era na história do clube.
Antes de o mundo conhecer a camisa laranja, antes de Carlos Barbosa ser sinônimo de futsal, havia apenas uma cidade movida pela paixão e um grupo de visionários dispostos a transformar sonho em realidade.
Em 1995, o então presidente Clovis Tramontina e os vices Dorício Maggioni, Marcos Grespan e José Ceccato decidiram algo que mudaria a história do clube: a ACBF, a partir de então, passaria a contar com atletas profissionais e buscaria o primeiro título estadual.
Ninguém imaginaria que aquela atitude daria inicio a uma transformação na ACBF e no futsal brasileiro. O clube se tornou uma referência.

Em 19 de outubro de 1996, a equipe conquistou seu primeiro título da Série Ouro do Estadual. Na decisão, empate em 3 a 3 no tempo normal e em 0 a 0 na prorrogação, contra o Inter/Ulbra, de Manoel Tobias, em duelo disputado em Carlos Barbosa. Esse título marcou uma nova era na história do clube.
Os bastidores daquela conquista
Na temporada de 1996, a ACBF profissionalizou o departamento: José Bavaresco, o Cabeça, assumiu como vice de futsal. Foram contratados o técnico Jarico e 14 jogadores, com destaque para o ala Fininho, da seleção brasileira e que estava na Enxuta, de Caxias do Sul. O pivô Choco, um dos principais jogadores de futsal da época, também chegou para marcar história no clube.
— Um sábado de manhã, nos reunimos. O que nós precisamos para montar o time para ser campeão? E aí o Agostinho Fachini disse: “olha pra ser campeão vocês tem que trazer o Cabeça”. Nós dissemos, de jeito nenhum, o Cabeça não queremos, ele é um contraventor. Porém, trouxemos o Cabeça e ele disse: “Pra ser campeão, tem que trazer o Jarico”. Nós de novo: de jeito nenhum — lembrou Tramontina, que completou:
— Um amigo meu (chamado Bolívia) tinha dado um pontapé nele em jogo aqui. Levamos o Jarico. Aí chega o Jarico e o Cabeça e disseram: “Se o senhor quer ganhar o campeonato estadual, nós temos que trazer o Choco”. Não, o Choco aqui de jeito nenhum. Até meia-noite, o Choco estava lá no sítio do Cabeça, assinou o contrato e nós ganhamos o primeiro campeonato. Ali foi uma mudança de chave.
Na final do Estadual, a equipe de Carlos Barbosa empatou os dois jogos com o Inter/Ulbra, que era uma das referências na época. Em casa, com o empate na prorrogação, garantiu o título. O time que conquistou o primeiro título teve o inicialmente “renegado” Jarico.
— Foi um ano de muitas histórias. Desde a minha chegada, o campeonato em si, e principalmente a final onde a gente mobilizou toda uma comunidade. Na semana o jogo, nós tivemos que sair da cidade, porque a gente não podia se contaminar pelo clima que estava se vivendo. Eu lembro que a gente foi fazer a concentração em Bento Gonçalves — lembrou Jarico, que completou:
— Tem essa história que o Seu Clovis não queria ele (Cabeça), e nem eu, porque a gente foi muito tempo adversário. E a pressão foi enorme durante todo o ano. Tivemos algumas derrotas, perdemos um campeonato dentro de casa, uma copa, mas a gente tinha um grupo muito forte, principalmente no mental, e também a torcida nos levou.