Por Juliam Nazaré
• Francisco Beltrão | PR
“Compramos a ideia do treinador.” É a isso que Michael Nogueira credita o bom começo de temporada do Marreco. Nos três jogos do Verde-preto na Série Ouro — com três vitórias — o capitão verde-preto também se destacou individualmente e já marcou três gols — um na estreia contra o Ampere e dois na rodada passada, diante do Foz Cataratas.
Gaúcho de Uruguaiana, Nogueira, como prefere ser conhecido, está no Arrudão pelo segundo ano seguido. Ele diz que permaneceu porque se sente acolhido em Beltrão.
“Isso pesou muito. No ano passado não tive um início de temporada bom, mas segui trabalhando e as coisas melhoraram. Nos classificamos na LNF, chegamos na semifinal da Série Ouro, duas campanhas que há bastante tempo o clube não fazia. Vi projeção no aqui, mais investimento, estrutura. Vi um planejamento correto e coerente. Tive propostas pra sair, mas fiquei”, afirma.
Parceira com Tchelo e desafio de liderar
O fixo de 28 anos celebra a parceria com o técnico Marcelo Batista, o “Tchelo”. Em 2024, Duiu era o capitão. Com a saída do ala, Nogueira foi escolhido para a função descrita por ele próprio como de um porta-voz do treinador para o elenco.
“É um papel fundamental, mas temos caras experientes, como o Veloso, Amadeu, que poderiam estar na função. Pra mim é gratificante fazer parte da história do Marreco. Os guris me respeitam e está sendo fantástico.”
Preparo físico fazendo a diferença
Na compreensão do capitão, um dos pontos altos do Marreco neste começo de ano é o preparo físico. Para ele, a equipe está se sobressaindo durante o segundo tempo em função disso. “Não é só um trabalho individual, é coletivo. O time tá numa batida boa, as coisas estão acontecendo ao natural, mas é fruto do nosso trabalho do dia a dia.
Tudo é questão de comprar ideia do trabalhador. É fundamental. Se não comprar a ideia do treinador as coisas não fluem. Já começa errado. É um grupo muito batalhador, isso ajuda. E tivemos uma pré-temporada árdua — isso tá refletindo dentro de quadra. Méritos do Batuta (preparador físico).”
Boa adaptação em Capanema
Nogueira avalia que o Verde-preto se adaptou bem durante os compromissos no Ginásio Arnaldo Busatto, em Capanema, casa provisória do clube até a conclusão das obras no Arrudão. “De início sentimos diferença, porque não estávamos acostumados àquele piso de Capanema. Fizemos um treino só, lá, antes da estreia, mas foi muio bom. O pessoal de Capanema foi muito receptivo.”
Volta ao Arrudão
Dono da camisa 8, ele também comemorou a retomada dos treinamentos no Ginásio Arrudão. Na realidade, pela primeira vez o Marreco está trabalhando na quadra, em reformas desde antes do início da pré-temporada. “Estávamos ansiosos. todo mundo gosta de estar em casa, graças a Deus aprontaram antes. Acredito que quando voltarmos a jogar no Arrudão a energia será muito boa, porque a gente tem feito grandes jogos neste início de temporada e a tendência é crescer cada vez mais”, diz. O primeiro jogo do Marreco em Beltrão será dia 4 de abril, contra o Campo Mourão, pela quinta rodada do Paranaense.